quinta-feira, 12 de abril de 2012

A importância do Domínio do EU

Quando tratamos do “Eu” na Magia, entramos em um debate entre pontos de vista que pode assombrar o curioso, fazer desistir o preguiçoso e lançar o maior desafio ao iniciando. E qual seria o porquê disto? É simples. Ser um mago é dominar, transmutar, e reestruturar as essências do universo, é conviver constantemente com seres de outros planos, é perceber no plano físico não só aqueles dez a quinze por cento a que a humanidade esta acostumada. É mergulhar em transes e dividir a personalidade com Seres superiores, dependendo da escolha do Mago.
Agora eu pergunto: Qual mente fragilizada por paixões, perturbada por desejos, repleta de vícios e rotinas destrutivas, seria capaz de agüentar tal paradigma descrito acima?
No livro “ Dogma e Ritual da Alta Magia” de Eliphas Levi, pag 72 esta escrito:
“O homem que é escravo das suas paixões ou dos preconceitos deste mundo não poderia ser um iniciado; ele nunca se elevará, enquanto não se reformar; não poderia, pois, ser um adepto, porque a palavra “adepto” significa aquele que se elevou por sua vontade e por suas obras.”
Com isto Eliphas Levi traçava uma linha divisória entre os magos (que dominavam a si e conseqüentemente a arte) e os feiticeiros (que utilizavam de feitiçaria, charlatanices e superstições). Ponto de vista dele claro, Nomes são só nomes, porém embora a palavra tenha sido usada para criar o universo é através dos atos que todos os seres mostram se fazem o bem ou o mal.
Em todos os grandes livros de magia e dogmas e sistemas iniciáticos serão encontradas diversas formas de se conhecer o “Eu” e através disto buscar dominá-lo.
Dentre as mais completas obras sobre o assunto se encontram “ A chave para a teosofia” de Helena Petrovna Blavatsky. Trazendo uma descrição fantástica sobre o que somos em cada parte essencial. No livro “ Manual pratico de iniciação ao Hermetismo” de Franz Bardon. Temos também um estudo minucioso do “Eu” e práticas sobre como desenvolver o controle sobre  o nosso interior. No livro “Tratado Elementar de Magia prática” De PAPUS, encontramos descrições igualmente incríveis sobre a influência que sofremos daquilo que comemos, bebemos e pensamos, tendo ainda uma explicação fantástica sobre a influência dos astros sobre o nosso organismo e na nossa mente.
Este primeiro passo, tão levado em consideração pelos grandes magos da antiguidade não deve ser jamais ignorado. Aquele que pensa poder praticar qualquer ato mágico, por menor que seja sem o domínio adequado das forças que o rodeiam e da sua própria natureza esta se condenando a escravidão. Pois na natureza aquilo que não domina é dominado, aquele que não é servido se tornará um servo. E aquele que não conhece a si mesmo jamais saberá quem estará invisível ao se lado.

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