Uma amiga uma vez me pediu uma flor... Eu não tinha grana e nem ia sair por ai roubando flores, então peguei uma folha qualquer e desenhei uma flor diferente só para ela. Eu gostei, ela gostou então ta ótimo. rsrsrs
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Gatos e confusão de fatos
Enquanto vaculhava velhos Cds de arquivos encontrei meus velhos desenhos. Este em especial nasceu de uma inspiração que hoje em dia não existe mais. Mas como sou fascinado por gatos principalmente os pretos então esta ai.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
OBSERVAÇÕES
02 de setembro de 2010
MANIFESTO CONTRA O SEXO FRAGIL
Numa sociedade onde a mídia prega o fim do pré-conceito, é contraditório observar que ainda se fala tanto de sexo fragil. durante muito tempo as mulheres brigaram por seu direitos de igualdade, seus feriados suas leis, os gay's desfilaram seus estilos revolucionarios e os homens mostraram seu lado sensivel e romantico. Diante deste quadro apresentado atualmente, qual seria então o dito sexo fragil? Ao meu ver a ideia de sexo fragil corresponde a uma parcela da sociedade submissa a outra denominada "a mais forte"; sendo assim, não há diferença entre homens , mulheres ou homosexuais, ja que todos tem suas fraquesas e seus potenciais, não há mais aplicabilidade para esse titulo, o que deveria ser motivo de alegria, por que é menos um conceito racista para alienar nossa ja saturada sociedade
02 de setembro de 2010
RELIGIÃO
Na antiguidade não existiam religiões, cada clã tinha suas próprias divindades, eram ancestrais, animais que haviam cuidado de suas famílias, seres que apareciam em visões. e muitos outros. Um dia saído de algum clã qualquer surgiu um revolucionário que mostrou pela primeira vez que DEUS estava presente em tudo e que dividi-lo em seus pequenos fragmentos era bobagem, e que chama-lo era muito fácil. O problema é que muitos encararam esse novo ponto de vista apenas como concorrência, apenas como mais um deus e resolveram criar facções para proteger suas divindades que com a chegada do deus único corriam o risco de desaparecer, até que cansadas de lutar contra ele durante séculos, resolveram tomar ele pra si e criaram as religiões para deflagrar que o deus único dos outros era um vilão sei lá das quantas que iria aprisioná-los no inferno. em nome de deus as guerras religiosas aconteceram e em nome de deus milhões de pessoas morreram por todo o mundo, só que quem as matou não foi DEUS e sim outros homens, os mesmos que criaram as religiões e usaram seu deus como ferramenta de poder, A dois mil anos um certo Galileu veio a terra tentando reparar isso, mas não adiantou, ele ensinava de baixo das arvores e na beira dos rios e mares, comia em vasilhas de madeira e barro, dormia em celeiros e montava em jumentos, sim ele também era um revolucionário, mas era humilde, e queria dizer para todos que para se falar com DEUS era muito simples, e que não havia necessidade de escadas para isso, era só falar. Pregaram ele na cruz e séculos depois fizeram guerras em seu nome também. Agora, no atual quadro é protestante contra católico, contra budista, contra os ditos evangélicos, contra bruxo, judeu, maçom, e é claro os espíritas; Jesus pouco tempo antes de começar a perseguição fatal disse a seus discípulos que qualquer um que ajudasse as pessoas exorcizando demônios e curando em seu nome, mesmo não sendo um dos seus merecia respeito pois ele acreditava que aquele que não era contra ele era a seu favor. ele dava assim um ultimato as criação ou divisão de religiões. Eu agora reitero o que ele disse, falar com deus é muito fácil é só falar! Não há necessidade de canais intermediários, religião é só mais um preconceito que divide e instiga as pessoas da nossa sociedade a agirem umas contra as outras, desestruturando a paz que poderia existir entre as pessoas. no fim tudo será resolvido entre você e deus e eu tenho certeza que religião nenhuma vai falar assim: O deus divida os pecados dele conosco já que somos da mesma religião. Frustrante não!
02 de setembro de 2010
O AMOR
Como descrever de forma clara um sentimento tão intuitivo, sem no processo ir pouco a pouco perdendo seus fragmentos entre as palavras? O amor é um exercício de sentir, com o corpo, com a alma, com o espírito. É deixar se levar pelo mistério que liga, que relaciona duas pessoas, sejam iguais, sejam distintas. É o aprendizado final, resultado de interações de sensação, identificação e aceitação. Pode aparecer mascarado pelos sentimentos, da amizade á paixão, do rancor ao puro ódio. Porém no fundo mantendo suas características fundamentais.
Sim nós amamos nossos inimigos, pois eles definem o que somos ou gostaríamos de ser; Amamos aqueles que nos machucaram, pisaram, destruíram, pois se não amassemos eles não teriam nos deixado marcas tão dolorosas; amamos nossos amigos, pois nos identificamos com eles; amamos nossas paixões, pois sem o amor elas seriam vazias e mecânicas. Amamos, pois é o amor que nos torna humanos.
Sem o amor seriamos ou animais providos apenas de instinto, ou aliens dotados de informações e poder, mas sem o conhecimento do bem e do mau. Sem o amor não teríamos consciência.
02 de setembro de 2010
É sempre bom ter assuntos amplos sobre variados pontos de vista. Isso ajuda a diminuir o préconceito e incentiva a universalização que é outra palavra para útopia. Sim sou um sonhador e sonho com um mundo perfeito. Eu sou livre afinal pra sonhar com o que quiser. (:P)
Mediunidade
A flor que desabrocha no campo trás consigo as cores de sua família, porém cada flor possui um tom próprio do perfume que corresponde a sua missão de encantar os seres responsáveis pela manutenção e reprodução da sua espécie.
Nós humanos também com nossa missão de transformar a nós mesmos nascemos com o magnetismo responsável por captar os fenômenos das energias astrais e espirituais. Do momento em que nascemos até a hora em que desencarnamos somos obsediados por espíritos cobradores, temos nossos humores direcionados por energias semiconscientes, recebemos proteção de espíritos elevados e as vezes angelicais e vivemos trocando nossas energias com as pessoas ao nosso redor.
A mediunidade é a manifestação da consciência sobre esses fenômenos e varia de pessoa para pessoa. Assim um dia deitamos e temos um sonho que logo acontece se repetindo na realidade ou vemos pessoas ou seres disformes pelo canto dos olhos, sentimos presenças quentes ou frias quando estamos sozinhas, objetos caem ou são lançados no ar, coisas aparentemente fortes se quebram depois de poucos dias de uso, vemos fantasmas luminosos na casa vazia ou ficamos presos entre o dormir e o acordar e outras centenas de manifestações são passíveis de ocorrer dependendo do grau de mediunidade que aflore.
O importante é saber que não se esta sozinho e nem louco, mas passando por um processo de despertar de consciência e que é necessário desenvolver essas capacidades pois elas são parte de você e se elas não se sintonizarem com as forças certas podem destruir tudo ao redor. Pois ou são captadas energias positivas ou negativas. Então se você sente que possui um dom, cuide bem dele seja em qual for a religião, crença, dogma ou doutrina.
Faça parte do exercito de luz que veio a terra não para lutar mas para trazer o amor do criador e o entendimento das suas obras no universo.
Ronny Konstantine
QUANDO ACHEI VOCÊ
Me deleito com o desejo que sinto
Em meu peito não esqueço e não minto
Tão faminto que fico de amor por você
Ainda lembro do tempo menino
Quando só eu vagava franzino
Sonhando e amando sem saber por quê
E agora já grande homem feito
Sentia um vazio triste no peito
Até que uma noite encontrei seu beijo
E a solidão se foi como efeito
E a angustia desapareceu com seu jeito
E com ternura e carinho o amor venceu o desejo
E mergulhei nos seus abraços
E entre carinhos e amassos
Esqueci do mundo de dor e ilusão
Passei a viver por você
Sem me importar por quê
Me alimentando do amor do seu coração
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
OS QUATRO ELEMENTOS
No alto de uma montanha o monge realiza movimentos sublimes com os braços e pernas, de longe a brisa sopra se transformando em ventania. O monge então sentindo o fluxo aumenta a velocidade de seus movimentos e o vento então responde criando tornados que varrem a terra lá em baixo. O monge respira e o vento sopra, eles são um só circulando pelo céu.
Na caverna escura com um pássaro na gaiola e uma picareta na mão o mineiro tateia, sente, cheira e ouve. Ele procura sua riqueza na terra, de relance ele pressente o veio de esmeraldas e armado lança a picareta com a força de seus sonhos sobre a parede rochosa. Uma quantidade de fragmentos se desprende, ele confere e esta repleta de farelo esverdeado, ele enche a mochila, marca o local e corre para a corda a alguns metros. Ao chegar a superfície ele separa os componentes com procedimentos químicos e sorri. hoje foi seu dia. Sua pele cheira a terra, seus cabelos, braços e pernas estão cobertos, a terra é sua vida.
Na mata ao pé de um vulcão em uma bela ilha paradisíaca, o sacerdote dança vestido com folhas e segurando um cajado feito do tronco torto de um carvalho antigo. Ele joga ervas na fogueira e o fogo sobe. Abaixo dele a terra treme e o vulcão acorda. Ele sente que o fogo divino precisa ser aplacado, então faz uma prece aos ancestrais e eles revelam qual o sacrifício será necessário. Na calada da noite ele jogará, no topo do vulcão, o lêmure caçado pela tribo, em direção a lava fumegante do centro do vulcão. O sacerdote sabe que o fogo da vida a todos e sabe que ele também pode tirar essas vidas se não for adorado devidamente.
As ondas quebram na praia, tubos, caixotes, mergulhos e braçadas, são a vida do surfista. Ele sobe na prancha e vira peixe. Mergulha na imensidão do mar em busca da onda perfeita. Mas o verdadeiro surfista sabe que essa busca não é apenas por fins materiais, ao percorrer o caminho que a própria água revela ele se integra ao mar, e nas entranhas da onda ele se sente no ventre do universo em pleno contato com deus. Ele abre mão de si mesmo por vontade própria e deixa seu destino nas mãos de uma força que ele reconhece como suprema. Ela é a vida que flui em todos nós por todo o universo. E ao chega na praia renascido ele se deita olhando o céu, mas em sua mente a onda ainda esta, eterna repleta de deus.
Assim é por todo o mundo e além. Cada um guiado por um elemento segue caminhando em direção a conexão com o supremo. Em direção ao entendimento de que todos os caminhos são diferentes, mas levam ao mesmo fim, basta apenas se entregar ao desconhecido e deixar que seu espírito revele a trilha que você deve seguir. Sentindo o ar das montanhas, o aroma peculiar das esmeraldas, o calor da lava fumegante ou o frescor dominador das ondas. O que importa é o coração que bate com a essência dos quatro elementos.
Ronny Konstantine – 26 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
DIÁRIO DE UM XAMÃ
Algum tempo entre agosto e setembro de 2009
Introdução
Existem pessoas que olham para as estrelas tentando desvendar o futuro que nos será imposto por nossas escolhas, porém existe um pequeno numero de pessoas capaz de não só ler o que esta escrito nas estrelas, mas também de escrever ao seu bel prazer o destino que escolherem para quem quer que seja. todas as bondades e maldades do mundo são obra dessas pessoas, pois são elas as destinadas a decidir o destino de toda a humanidade.
Algum tempo entre setembro e outubro de 2009
1. Capitulo: Curiosidade
Começando do principio, assim como David Coperfield ao contar sua história, devo eu explicar é claro o que é um paranormal. Eu poderia citar grandes nomes do meio holístico ou místico, grandes obras cheias de significados e teses, mas seria perda de tempo, pois a meu ver nada é mais valioso que a experiência própria. Os grandes sábios tinham visões e eram capazes de modificar a matéria de qualquer forma que quisessem, mas os pastores cuidando de suas ovelhas, as senhoras benzedeiras, os aborígenes de varias partes do mundo também conseguiam realizar proezas magníficas de todas as formas. Por quê? A resposta é simples: A carga sanguínea transmitida de pai para filho, de mãe para filha de avô para neto e por ai vai. Essa carga pode adormecer gerações e então quando muito esquecida despertar renovando o ciclo natural que rege toda a existência e que tem um único motivo: A humanidade precisa de pilares para continuar a existir, sem isso teríamos o mesmo fim dos atlantes, dos dinossauros e muitas outras raças míticas ou históricas que povoam nossa memória e imaginação.
O paranormal pode ver, sentir, tocar e manipular o mundo invisível que nos rodeia, diferente dos sensitivos que apenas podem sentir e ou ver uma pequena parte do que esta a sua volta. Qualquer paranormal é também um sensitivo, mas são raríssimos os sensitivos que se tornam paranormais. Na maioria das vezes um paranormal já nasce sabendo que é diferente, fazendo coisas estranhas e assustando todo mundo. São poucos os que despertam depois de adultos.
Vocês devem estar se perguntando: E o Kiko? Quanta encheção de lingüiça. Bem então vamos a minha história que é, é claro, a melhor parte.
Eu tenho um meio irmão por parte de mãe o qual é mais velho e com quem eu fui criado. O interessante é que ele quando pequeno via fantasmas, tinha amigos imaginários e magnetismo fora do comum, em qualquer lugar que chegávamos que tinha alguém relacionado a misticismo ele era visto com cobiça, eles o desejavam. Eu era apenas um garoto quieto, calado que apenas gostava de observar tudo ao meu redor, não que eu fosse quieto mesmo, eu era muito confuso com tudo. E as mesmas entidades ou pessoas que desejavam meu meio irmão sempre mantinham distancia de mim ou me ignoravam. O caso é que eu vivia em um mundo onde tudo era maleável, pessoas desapareciam e reapareciam, algumas tinham cabeças de animais e outras cozinhavam lagartos e caçavam criancinhas. Eu não sabia dizer o que era real e o que era mentira por isso era tudo muito natural pra mim. Eu acordava um dia e o mundo tinha mudado, o céu tinha outra cor, os bichos tinham nomes diferentes, um dia eu acordei em um mundo onde a direita era esquerda e a esquerda era direita, eu via centenas de coisas que os outros não viam mas pra mim era apenas mais um dia. Eu posso dizer com toda segurança do mundo que papai Noel existe e que sua roupa é verde, como não existem renas no Brasil ele dirige uma carruagem puxada por vários cavalos e que não trás presentes pra ninguém, somente paz, prosperidade e coisas assim.
Ah ficaram curiosos né? Hum vejamos, já vi discos voadores, moscas do tamanho de um punho adulto e uma vez presenciei uma cirurgia mística onde devido a minha curiosidade incessante eu fui chamado para ver bem de perto, enquanto meu meio irmão era operado eu via sair de um algodão enormes quantidades de camadas de carne engorduradas e ensangüentadas que de acordo com a entidade matariam meu irmão aos quinze anos. A entidade em questão se deleitava em me provar avidamente que aquilo não era trapaça, não tinha como, afinal seu cavalo (como as entidades se referem a quem elas possuem), não sabia fazer nada alem de beber e se meter em confusões, jamais faria um truque com tamanha perfeição, só restando a opção de que não havia truque e bem, meu irmão não morreu aos quinze anos. O que já é uma coisa boa. Eu tinha então oito anos de idade. Com dez, meu sonho já era ser um paranormal, sem saber de minha herança, inocência pura. Dos dez até os quatorze anos meu esporte favorito era ir com minha mãe a centros de umbanda e desvendar quem estava realmente possuído e quem estava fingindo descaradamente. Nesta idade eu já conseguia ver o interior das pessoas e suas índoles e pensamentos superficiais. Com quatorze depois de ver uma revoada de moscas gigantes que ninguém mais viu, mas que durou uns vinte segundos e fez tremer e escurecer o céu do bairro, onde eu moro até hoje, e depois de presenciar uma aparição sombria em um terreno baldio eu decidi que tinha que pesquisar sobre o assunto, me aperfeiçoar.
Claro que o fato de um conhecido meu começar a praticar magia negra teve uma certa influencia sobre as minhas decisões, um pingo de inveja, uma pitada de medo e uma boa dose de curiosidade me levaram avidamente a “Livraria do Olho”, como seria chamada por mim e alguns companheiros de estudos e amigos. Depois disso, tudo que eu havia vivido começou a se parecer com um sonho do qual eu finalmente havia acordado. Foi quando a minha história realmente começou.
Algum tempo entre outubro e novembro de 2009
Diário Arcano - Capitulo 2 - Cescimento
O primeiro livro que eu li de magia foi escrito para um jogo, mas uma frase ficou na minha mente e me acompanha até hoje: “ Para entender a magia você deve esquecer tudo que aprendeu até hoje e reaprender tudo novamente do ponto de vista magicko.” Eu pensei durante meses sobre o que seria o ponto de vista magicko, li Aleyster Crowley, Elifas Levi, Papus e Francis Barret, mas foi em Franz Bardon que eu entendi o que seria reaprender tudo magicamente. Claro não sigo um estilo já determinado mas me ajudou a abrir os olhos. Meu ponto de vista se resume depois de ler os maiores autores que sobreviveram ao tempo foi que tudo é energia e essa energia é controlada pela nossa força de vontade, nós moldamos nosso mundo por nossas limitações. Quanto menos limitações, mais possibilidades. Comecei a influenciar todos ao meu redor que viram minha evolução, nessa época eu divertia muita gente e fascinava muitas pessoas, brincava com suas mentes e seus destinos, criando efeitos de amor e outros de desejo, sorte ou azar. Minha influencia foi tão grande que virei referencia em misticismo e todos os dias me procuravam para algo diferente. Mas essa parte é a menos importante. Nesses tempos eu procurei entrar em contato com os elementais da terra, do fogo,do ar e da água. Comecei a perceber que existiam pequenas entidades que moravam na minha casa. comecei a ver os espíritos errantes que vagavam por toda parte. Alguns paravam e nós conversávamos por horas. Descobri por acaso uma técnica de cura. Uma filhote de uma gata da minha casa nasceu com o corpo todo torto e deformado, eu não pude deixar de tentar. Concentrei minha energia e senti ela entrar pelo corpo do animalzinho nas minhas mãos, busquei seu espírito e vi que ele estava desregulado do corpo, então eu literalmente remodelei a gatinha pondo os ossos no lugar, puxando aqui e ali até que abri os olhos e ela estava completamente diferente
Coloquei ela no ninho com os outros filhotes e no outro dia ela estava perfeita. Depois disso todos os outros filhotes morreram menos a que eu havia curado. Segunda coisa que eu aprendi com a magia: tudo que você faz tem um preço. Se você concertar algo, algo será quebrado, se proteger algo, algo ficará desprotegido, se você curar alguém, alguém ficará sujeito a doenças e acidentes. Por que ao direcionar a energia de um lugar, ela é retirada de outro. Troca equivalente. Claro que quanto mais forte se fica, mais se aprende a direcionar as energias de forma certa anulando vários contra tempos. Nestes tempos atingi uma força espiritual tão grande que eu chamava os silfos e eles faziam soprar sobre as casas, eu dominava pessoas com o pensamento e as obrigava a tomar decisões ao meu favor. Fascinei dezenas de garotas embora sempre parasse no meio do processo por não sentir nada por elas. Esse foi o inicio do meu declínio mágico. Entrei em contato com divindades e acabei chamando atenção lá em cima. Eles me viram entrando em esferas que não estava preparado para ver. E eu fui lançado a um período de sofrimento intenso.
25 de setembro de 2010
Eu não sei ao certo a data, mas sei que era quente, pois os dias não tinham nuvens e eu costumava passar as tardes deitado no gramado do parque da cidade. Eu e uma quantidade de amigos que me fazia levantar as mãos aos céus e agradecer por não estar sozinho. Amigos com problemas que me distraiam dos meus próprios problemas. Mas distrair não significa eliminar por isso uma noite sedento por uma cura para meus males da adolescência busquei no suicídio a resposta. Depois de observar o mundo a minha volta percebi que não tinha nenhum objetivo, nada que me impulsionasse, nenhuma meta estabelecida, nenhuma direção para seguir. Só tinha meus desejos insatisfeitos, minhas emoções fragilizadas, meus impulsos fisiológicos e minhas crenças estáticas. Assim desenvolvi uma técnica própria para partir deste mundo sem dor, sem sofrimento e sem motivo, afinal se eu não tinha motivo para viver não precisava de motivo para morrer. Realizei assim com medo e ao mesmo tempo sedento de saber o que havia a diante, esperando ver anjos, túneis escuros com luzes no fim, entes queridos já mortos ou mesmo seres maléficos que me levariam pro inferno cristão, mas para mim não havia nada lá. Apenas um abismo maior que o próprio universo, uma escuridão viva que me dava a sensação de ser observado. Eu sentia a presença da morte e como um pensamento que se confundia com o meu eu percebi que ainda não estava morto totalmente, percebi que poderia ainda escolher se voltava ou se partia. Então ao meu lado no limiar entre a vida e a morte surgiu um ser de forma insubstâncial e através dele eu vi meu passado, meu presente e meu futuro. E ao ver o que não devia fui lançado de volta ao meu corpo com a marca do abismo em minha alma e a certeza de que minha estrada seria longa. O adolescente melancólico morreu aquele dia e em seu lugar surgiu uma nova forma de existência. Existem muitas formas de se definir essa minha nova condição. Mas nenhuma definição é mais perfeita que a palavra “Desperto”.
PEQUENOS CONTOS ANTIGOS
02 de setembro de 2010
02 de setembro de 2010
Conto de 100 palavras
A beira do mar
Kevin correu para longe,
para seu lugar encontrar.
Ele queria amor, ele queria um lar.
Tudo era tranqüilo antes dele chegar,
nesta cidade pacifica, na beira do mar.
Foi chegando e sorrindo, disse ele:
“Achei meu lugar”.
Num pedaço de terra começou a plantar.
Fez horta, fez casa, fez todo seu lar,
agora só faltava seu amor encontrar.
Ele andou pela cidade, foi na praia, foi no bar,
Mas doente num canto ela haveria de estar.
Após encontrá-la e para casa levar,
curou suas feridas,
Deu-lhe sua vida, deu-lhe seu lar.
E viveram juntos e felizes
na beira do mar
02 de setembro de 2010
A DANÇARINA
E ela girava seu corpo por todo o lugar,transportando nos para a Arábia desértica dos contos de Aladim e Simbah, suas vestes adornadas de véus bailavam no ar revelando uma leveza similar a areia das dunas movendo se nos vendavais, seu corpo se torcendo e requebrando completava a perfeita visão do deserto. Ela era o sol, a areia, o vento tempestuoso a levantar tudo pelos ares, era o céu, era o chão e principalmente ela era o gênio fantástico, representado por seus fascinantes olhos verdes. Seu hipnotismo transmutava até o mais firme general de guerra em um ávido adolescente. Seus movimentos contavam as histórias de sua alma, revelando seus segredos apenas para aqueles que conseguissem absorve-los. E ela dançava e adorava o seu próprio jeito de dançar, simples, humilde, sublime, era só ela e a imensidão do universo em um equilíbrio inconsciente entregue embalada por seus ancestrais, tão completa que aos demais apenas somava sem necessitar de retribuição, ela gostava e era só, era seu , era ela mesma, única e perfeita.A dançarina.
02 de setembro de 2010
Aqui deixo alguns contos de poucas linhas escritos exclusivamente para a rede. Abraços a todos
Poesias antigas
02 de setembro de 2010
Para deleite com requintes de degustação e sensações diferenciadas exponho aqui algumas obras que pertencem a uma época de reflexão sombria e romantismo extremo, cada texto é recheado de infantilidade, imaturidade, ingenuidade e muito alcool.
TIE SANGUE
Nos ares do Brasil essa jóia viva nasceu
Do amor de deus pelo mundo
E sua simplicidade e poder concedeu
A escolhidos em mistério profundo
O vermelho do sangue derramado dos guerreiros
Nas batalhas gravado em seus corpos ligeiros
O preto de suas asas por ir ao sol para seu fogo pegar
O branco de sua boca por só a verdade dela transbordar
Seu sentido eterno devemos levar
Sua missão e exemplo devemos seguir
Aos adormecidos do mundo apoiar
Levantar os que insistem em cair
E os mistérios sagrados que guardamos
Que fiquem gravados em nossa memória
Para serem passados ao longo dos anos
Nossa passagem registrada na história
O QUARTO CORAÇÃO
Estou preso neste quarto
Por simples vontade interior
Pois se dele me afasto
Me deparo com a dor
Dor que me esmaga inteiro
Por causa de amor passageiro
Então me escondo de fato
Da rua dentro do quarto.
E nada me faz sair
Vejo paredes, janelas, poeira, solidão
Começo enfim a cair
Dentro do meu coração
Cidade Labirinto
Na cidade labirinto
caminhos se abrem
caminhos se fecham
Não escondo o que sinto
não minto todos sabem
que meus olhos os observam
Mas em silencio permaneço
sempre até o amanhecer
Percorrendo o labirinto a solidão esqueço
sem pelos caminhos me perder
E teu rosto as vezes vejo
pelo caminho como paisagem
De te conhecer tenho desejo
mas não ser seu intimo é desvantagem
Por isso caminho pelo labirinto cidade
as vezes te vejo
as vezes não
Te acho linda isso é verdade
na noite escura
com respeito e com ternura
será sempre minha paixão
Silencio
Do dia em que começou a promessa
Naquele momento imortalizado,
Meu coração despedaçado gritou por essa
Saída seja qual for do mundo.
Na escuridão da noite, seja onde for,
As palavras presas na minha garganta
Procuram nas estrelas, nos oráculos o amor,
Que eu espero que um dia sinta
Mas nada me adianta
Mesmo sem rancor
Mesmo que eu minta
Permanece a dor
Não me sinto mais vazio
Porém tão pouco estou feliz
Não canto, não grito, não sorrio
Das emoções um baú fechado eu fiz
E na solidão meu refugio me escondo
E com você sou cuidadoso medido
Mesmo que por dentro chorando
em silencio sigo te amando
perdido.
Fortuna
Se a solidão me trará fortuna
Que venha a fortuna então
Posto que nesta hora noturna
O que mais tenho é solidão
E solitário é meu dia,
minha noite ,
meu viver
talves sem merecimento pediria
ó morte
venha enfim me ver
Um dia
Ao vislumbrar minha vida
Eu sentei e chorei
Por causa dos momentos felizes
Que deixei passar
Por causa das pessoas que me amaram
E eu não amei
Por causa das pessoas que eu amei
E não quiseram me amar
Chorei por que tudo que passa não volta
Por que tudo que há logo se vai
Por que o que esta por vir não se sabe
Por que tudo que sobe logo cai
E nesse dia chorei ao seu lado
E esse dia também passou
Triste agora choro calado
Por que aquele dia que já virou passado
Também nunca mais voltou.
Ronny 24/08/2008
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
DO ESCRITOR PARA O LEITOR
02 de setembro de 2010
Então! Reunir todo o material de varios blogs e e-mails espalhados pela rede é um saco. Mas o que a gente não faz para construir uma carreira como escritor. E como bem sei será uma verdadeira batalha pela ascenção do pulitzer pelas cadeiras premiadas das academias literárias e pelo prestígio nacional seguido do internacional. Mas como um bom maluco eu seguirei esta estrada, e com um sorriso no rosto e um livro debaixo do braço eu vou onde o vento me levar e as águas da vida fluirem.
Abraços aos que futuramente me seguirão neste intercâmbio de cultura e para os que eu sigo como meio de equilibrar as forças.
31 de agosto de 2010
Estou eu aqui, sentado, curtindo a festa, afinal esse blog pra mim é uma festa. Uma festa de cultura, de poesia e em breve de alguma diversão também. Assim que eu aprender a postar vídeos e outras coisas. Rsrsrs. Enfim, estou aqui hoje lendo feito um doido atrás de inspiração e coragem para terminar dois contos que já estão no fim e que farão parte de um belo livro de contos, o qual, tenho o sonho de enviar as editoras até setembro. Fiz uma lavagem cerebral de Neil Gaiman e estou terminando de ler finalmente as brumas de Avalon. Por isso creio que meus contos serão muito interessantes.
Então! Reunir todo o material de varios blogs e e-mails espalhados pela rede é um saco. Mas o que a gente não faz para construir uma carreira como escritor. E como bem sei será uma verdadeira batalha pela ascenção do pulitzer pelas cadeiras premiadas das academias literárias e pelo prestígio nacional seguido do internacional. Mas como um bom maluco eu seguirei esta estrada, e com um sorriso no rosto e um livro debaixo do braço eu vou onde o vento me levar e as águas da vida fluirem.
Abraços aos que futuramente me seguirão neste intercâmbio de cultura e para os que eu sigo como meio de equilibrar as forças.
31 de agosto de 2010
Estou eu aqui, sentado, curtindo a festa, afinal esse blog pra mim é uma festa. Uma festa de cultura, de poesia e em breve de alguma diversão também. Assim que eu aprender a postar vídeos e outras coisas. Rsrsrs. Enfim, estou aqui hoje lendo feito um doido atrás de inspiração e coragem para terminar dois contos que já estão no fim e que farão parte de um belo livro de contos, o qual, tenho o sonho de enviar as editoras até setembro. Fiz uma lavagem cerebral de Neil Gaiman e estou terminando de ler finalmente as brumas de Avalon. Por isso creio que meus contos serão muito interessantes.
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