Como dói caminhar sem rumo
Bebendo de fontes amargas e sem sabor
Por que minha fonte de amor
Não me da sustento algum
Sempre me negando consumo
Não me permitindo sentimento nenhum
Vago sustentado por ilusões que crio
De mesas cheias de sonhos tortos
Na bagagem levo centenas de amores mortos
Enquanto viajo sem me mover
Vivendo sempre um sentimento vazio
Usando sensações frias para sobreviver
Mas como eu te amo
Tão longe por mais perto que eu tente chegar
Não consigo seu coração tocar
E me vejo forçado a observar com ternura
Por seu calor que clamo
Enquanto afundo em amargura
E nos breves momentos que ouso tocar-te
A que me elevo ao céu
E como relâmpagos que rasgam da noite o véu
Sublimo de felicidade
Pois se só posso amar-te
Seu toque é tornar meus sonhos realidade