Não desapego do que tenho se não sentir que já foi perdido
O fruto do esforço cometido em função do que queria
E facilmente me entristeço diante do esquecido
Aquele objeto de desejo jogado em qualquer simples pradaria
Mas que fazer se de mim também se desfizeram assim
Com indiferença cruel e demasiada
Faca cravada na terra do jardim
De minh’alma onde jazia semente do amor plantada
Tantas foram aquelas horas tristes sofrendo
Que o sangue do peito cristalizou
E o que me fazia escravo do apego vivendo
Morreu em mim e nem como fantasma voltou
Por isso ao risco do abandono hoje me desapego
Sofro por perder por dentro mas alcanço maior tranqüilidade
Pois pior perder com paixão ardente, cego
Que desapegar-se de algo que não trará pingo sequer de felicidade.

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