02 de setembro de 2010
Para deleite com requintes de degustação e sensações diferenciadas exponho aqui algumas obras que pertencem a uma época de reflexão sombria e romantismo extremo, cada texto é recheado de infantilidade, imaturidade, ingenuidade e muito alcool.
TIE SANGUE
Nos ares do Brasil essa jóia viva nasceu
Do amor de deus pelo mundo
E sua simplicidade e poder concedeu
A escolhidos em mistério profundo
O vermelho do sangue derramado dos guerreiros
Nas batalhas gravado em seus corpos ligeiros
O preto de suas asas por ir ao sol para seu fogo pegar
O branco de sua boca por só a verdade dela transbordar
Seu sentido eterno devemos levar
Sua missão e exemplo devemos seguir
Aos adormecidos do mundo apoiar
Levantar os que insistem em cair
E os mistérios sagrados que guardamos
Que fiquem gravados em nossa memória
Para serem passados ao longo dos anos
Nossa passagem registrada na história
O QUARTO CORAÇÃO
Estou preso neste quarto
Por simples vontade interior
Pois se dele me afasto
Me deparo com a dor
Dor que me esmaga inteiro
Por causa de amor passageiro
Então me escondo de fato
Da rua dentro do quarto.
E nada me faz sair
Vejo paredes, janelas, poeira, solidão
Começo enfim a cair
Dentro do meu coração
Cidade Labirinto
Na cidade labirinto
caminhos se abrem
caminhos se fecham
Não escondo o que sinto
não minto todos sabem
que meus olhos os observam
Mas em silencio permaneço
sempre até o amanhecer
Percorrendo o labirinto a solidão esqueço
sem pelos caminhos me perder
E teu rosto as vezes vejo
pelo caminho como paisagem
De te conhecer tenho desejo
mas não ser seu intimo é desvantagem
Por isso caminho pelo labirinto cidade
as vezes te vejo
as vezes não
Te acho linda isso é verdade
na noite escura
com respeito e com ternura
será sempre minha paixão
Silencio
Do dia em que começou a promessa
Naquele momento imortalizado,
Meu coração despedaçado gritou por essa
Saída seja qual for do mundo.
Na escuridão da noite, seja onde for,
As palavras presas na minha garganta
Procuram nas estrelas, nos oráculos o amor,
Que eu espero que um dia sinta
Mas nada me adianta
Mesmo sem rancor
Mesmo que eu minta
Permanece a dor
Não me sinto mais vazio
Porém tão pouco estou feliz
Não canto, não grito, não sorrio
Das emoções um baú fechado eu fiz
E na solidão meu refugio me escondo
E com você sou cuidadoso medido
Mesmo que por dentro chorando
em silencio sigo te amando
perdido.
Fortuna
Se a solidão me trará fortuna
Que venha a fortuna então
Posto que nesta hora noturna
O que mais tenho é solidão
E solitário é meu dia,
minha noite ,
meu viver
talves sem merecimento pediria
ó morte
venha enfim me ver
Um dia
Ao vislumbrar minha vida
Eu sentei e chorei
Por causa dos momentos felizes
Que deixei passar
Por causa das pessoas que me amaram
E eu não amei
Por causa das pessoas que eu amei
E não quiseram me amar
Chorei por que tudo que passa não volta
Por que tudo que há logo se vai
Por que o que esta por vir não se sabe
Por que tudo que sobe logo cai
E nesse dia chorei ao seu lado
E esse dia também passou
Triste agora choro calado
Por que aquele dia que já virou passado
Também nunca mais voltou.
Ronny 24/08/2008
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