domingo, 24 de outubro de 2010

Poesias antigas

02 de setembro de 2010


Para deleite com requintes de degustação e sensações diferenciadas exponho aqui algumas obras que pertencem a uma época de reflexão sombria e romantismo extremo, cada texto é recheado de infantilidade, imaturidade, ingenuidade e muito alcool.


TIE SANGUE


Nos ares do Brasil essa jóia viva nasceu

Do amor de deus pelo mundo

E sua simplicidade e poder concedeu

A escolhidos em mistério profundo


O vermelho do sangue derramado dos guerreiros

Nas batalhas gravado em seus corpos ligeiros

O preto de suas asas por ir ao sol para seu fogo pegar

O branco de sua boca por só a verdade dela transbordar


Seu sentido eterno devemos levar

Sua missão e exemplo devemos seguir

Aos adormecidos do mundo apoiar

Levantar os que insistem em cair


E os mistérios sagrados que guardamos

Que fiquem gravados em nossa memória

Para serem passados ao longo dos anos

Nossa passagem registrada na história



O QUARTO CORAÇÃO


Estou preso neste quarto

Por simples vontade interior

Pois se dele me afasto

Me deparo com a dor

Dor que me esmaga inteiro

Por causa de amor passageiro

Então me escondo de fato

Da rua dentro do quarto.

E nada me faz sair

Vejo paredes, janelas, poeira, solidão

Começo enfim a cair

Dentro do meu coração


Cidade Labirinto

Na cidade labirinto

caminhos se abrem

caminhos se fecham

Não escondo o que sinto

não minto todos sabem

que meus olhos os observam

Mas em silencio permaneço

sempre até o amanhecer

Percorrendo o labirinto a solidão esqueço

sem pelos caminhos me perder

E teu rosto as vezes vejo

pelo caminho como paisagem

De te conhecer tenho desejo

mas não ser seu intimo é desvantagem

Por isso caminho pelo labirinto cidade

as vezes te vejo

as vezes não

Te acho linda isso é verdade

na noite escura

com respeito e com ternura

será sempre minha paixão



Silencio


Do dia em que começou a promessa

Naquele momento imortalizado,

Meu coração despedaçado gritou por essa

Saída seja qual for do mundo.


Na escuridão da noite, seja onde for,

As palavras presas na minha garganta

Procuram nas estrelas, nos oráculos o amor,

Que eu espero que um dia sinta


Mas nada me adianta

Mesmo sem rancor

Mesmo que eu minta

Permanece a dor


Não me sinto mais vazio

Porém tão pouco estou feliz

Não canto, não grito, não sorrio

Das emoções um baú fechado eu fiz


E na solidão meu refugio me escondo

E com você sou cuidadoso medido

Mesmo que por dentro chorando

em silencio sigo te amando

perdido.




Fortuna

Se a solidão me trará fortuna

Que venha a fortuna então

Posto que nesta hora noturna

O que mais tenho é solidão


E solitário é meu dia,

minha noite ,

meu viver

talves sem merecimento pediria

ó morte

venha enfim me ver



Um dia

Ao vislumbrar minha vida

Eu sentei e chorei

Por causa dos momentos felizes

Que deixei passar


Por causa das pessoas que me amaram

E eu não amei

Por causa das pessoas que eu amei

E não quiseram me amar


Chorei por que tudo que passa não volta

Por que tudo que há logo se vai

Por que o que esta por vir não se sabe

Por que tudo que sobe logo cai


E nesse dia chorei ao seu lado

E esse dia também passou

Triste agora choro calado

Por que aquele dia que já virou passado

Também nunca mais voltou.


Ronny 24/08/2008

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